BRASIL, Nordeste, JOAO PESSOA, Mulher, Latin, Portuguese, Arte e cultura, Gastronomia, Chuva com Gravetos

 

    Lanux Land
  GABIces
  Português
  Billy Corgan
  Minilombras
  Drummond
  Radiohead
  Los Hermanos
  FAFIC
  .: yoga.pro:.
  everybody loves her
  Tahi
  OLHA, má num repara.
  Ctrl+Shift+F11
  Filtro de Óleo
  Paula sabe das coisa!
  KV
  Um mito
  Mais uma Inquieta
  casa da Ogrinha Ditosa
  Juán
  margemdireita
  prosa pra q te Quero
  Calamidade Caótica
  Mr. Louis
  Casa de Douglas
  E ele com isso!
  menina-tangerina-doce
  Ciranda de Saia


 

    06/03/2005 a 12/03/2005
  20/02/2005 a 26/02/2005
  13/02/2005 a 19/02/2005
  30/01/2005 a 05/02/2005
  16/01/2005 a 22/01/2005
  09/01/2005 a 15/01/2005
  12/12/2004 a 18/12/2004
  05/12/2004 a 11/12/2004
  28/11/2004 a 04/12/2004
  21/11/2004 a 27/11/2004
  14/11/2004 a 20/11/2004
  07/11/2004 a 13/11/2004
  31/10/2004 a 06/11/2004
  24/10/2004 a 30/10/2004
  17/10/2004 a 23/10/2004
  10/10/2004 a 16/10/2004
  03/10/2004 a 09/10/2004
  26/09/2004 a 02/10/2004
  19/09/2004 a 25/09/2004
  12/09/2004 a 18/09/2004
  05/09/2004 a 11/09/2004
  29/08/2004 a 04/09/2004
  22/08/2004 a 28/08/2004
  15/08/2004 a 21/08/2004
  08/08/2004 a 14/08/2004
  01/08/2004 a 07/08/2004
  25/07/2004 a 31/07/2004
  18/07/2004 a 24/07/2004
  11/07/2004 a 17/07/2004
  04/07/2004 a 10/07/2004
  27/06/2004 a 03/07/2004
  20/06/2004 a 26/06/2004
  13/06/2004 a 19/06/2004
  06/06/2004 a 12/06/2004
  30/05/2004 a 05/06/2004


 

   

   


 
 
Universo Paradisíaco



[COMIDA PRA JUÍZO LERDO.]

 

            Não adiantava fazer doce. Não adiantava fazer doce de abóbora ou amendoim. Não adiantava fazer doce de abóbora ou amendoim com a boca dolorida. Não adiantava fazer doce de abóbora ou amendoim com a boca dolorida do bate-queixo friento. Não adiantava fazer doce de abóbora ou amendoim com a boca dolorida do bate queixo-friento de maio em Tókio. Nem doce algum, diria de abóbora ou amendoim no bate-queixo friento de Tókio em maio; se a abóbada dormente era presságio cataclísmico dos brabos. Pelas ruas meio imundas, pelo céu meio áspero já se fazia saber.



Escrito por Li às 19h00
[   ] [ envie esta mensagem ]




SUSPIRO ou SUSTO. (O MEDO DEVIA SE CHAMAR DESORDEM)

 

 

Com a ponta da faca sem serra eu ficava procurando o paraíso no fundo do prato (não que eu desejasse o paraíso, mas era preferível aos espasmos). É irônico um tanto que trabalhemos com tanto afinco para coisas que se tornam memórias insignificantes. Ou nem isso. Meu suor pingava indiferente sobre a toalha de renda. Os resquícios de gotas d’água pipocavam no óleo da panela quente.  

Alguma coisa me dizia que o paralelo entre a mente fantasiosa e o realismo latente não existia. Que era tudo uma coisa só. Indigesta como aquela comida. Indigesta como seria se posta de todo na boca. Se diluída sem ajuda de saliva, se mastigada pelo calor.

Utilizei-me das situações. Da ausência de comida, da palidez. Porque às vezes as coisas parecem fáceis de se enfrentar, se vistas como um objetivo seco, longínquo; mas a proximidade me assusta. Porque as ervas devem ajudar mesmo às coisas aparentemente fáceis, mas na verdade difíceis, se tornarem na mente, de fato fáceis. Ou talvez um tiro na consciência empurre logo o corpo exausto para o meio fio e o sugira, já que as soluções são mais longínquas que os objetivos secos, a esperar os deuses te convidarem para dançar. Que nem Rita Lee. Que lá é amante das ervas.

Escrito por Li às 21h42
[   ] [ envie esta mensagem ]




Puta merda, eu não sei escrever!

 

bleh.



Escrito por Li às 15h42
[   ] [ envie esta mensagem ]




[KNOCK-KNOCK]

 

             A porta. Então. À postos, lugar de sempre. Sem fresta, fraca expressão. Estática de dar medo. Dois metros. Alto lá. E eu olhando alto.. Engolindo ciscos, vigiando a ventania. Espreito já que sei. Lado de lá tem é mistério.

 

Me fizeram virar a esquina perguntando quantos pés, quantos nós. De nós eu resto.

 

- Entrona não. Eu sou chegadinha.

 

Irrrc.

 



Escrito por Li às 23h03
[   ] [ envie esta mensagem ]




CÊS SABEM CUM QUEM CÊS TÃO FALANDO? NÃO NÉ? NEM EU.

Antes eu não quereria nem papo, sabe? Era dos que achavam que não devia o mínimo que fosse de satisfação. Sabe daqueles que não sabem pedir? Sabia não, de jeito nenhum, muito menos licença, muito menos desculpa, muito menos mão.

Pois foi, eu fui: primeiro pedi pra ela, ela disse só se for no papel e no anel, eu disse qué isso mulher, pra que tanta formalidade? Ela disse que queria ser de Melo, aí fudeu! Num tive pronde correr não, peguei um pau-de-arara cum ela e fui lá pra terra da Escrava Isaura, cheguei lá, tava um toró da gota, tumei café com Dona Deuza, conheci o resto do Olimpo, fui andar a pé numa terra que outrora abrigava canibais, gostei, tomei cerva gelada, conheci um magrelim gente boa que só, conheci Sua Alteza, senti calor que só a gota serena, falei carioquêix... Então finalmente arrastei Dona Deuza pruma pizza, e desembuchei tudo, ela disse “fazer o que né? Deus abençoe vocês”, UFA! Mas ainda num era hora de respirar, inda tinha o de mechas prateadas, osso duro de roer, gastei meu latim, meu grego, meu aramaico arcaico e meu javanês, então quando os sapos coaxaram eu mirei na bola do ôi do bicho e disse... Ele num teve pra onde escapar, foi Deus vos abençoe de novo. Então hoje de manhã foi eu ela e a Deuza, compramo duas argolinha, butamo nos dedim e saimo surrindu e se amostrano por aí. Semana que vem eu mais ela vamo pegar o pau-de-arrara de volta pra Jotapêa. E vcs já sabe né? Lá eu vou passar ela no meu nome, quero ver quem vem tumar!  



Escrito por Li às 19h08
[   ] [ envie esta mensagem ]




SAL DE AMOR-ABUSO.

 

Pôs-se a olhar estranha aquelas pequenas coisas que criara. Umas crianças traquinas de sorrisos pequenos e cortinas aladas pelos olhos. - Era feliz quem tinha cortinas nos olhos. Dessa felicidade que abre, fecha e se balança com qualquer vento.

 

Dum jeito se ajeitou no sofá de couro velho e ficou a ver o marido sedutor. Sapatos enrugados, botão “jeans 50” aberto e peito suado. É que “dois pratos mulher, bate pra mim com tempero forte” eram lindos na boca dele.

Ela amava a língua que subia, descia e travava no meio de letras bem pronunciadas - e o olhar morto de branco de olho que virava o tempo inteiro – de cansaço – as mãos enfarpadas.

 

Foi lá na cozinha preparar um prato. Um prato puro olhava-a com desdém. Virou de costas. Deu a bunda pro prato e, pensativa, fez movimentos no ar com as mãos de quem faz comida de magia. Queria era coçar os braços cansados na direção certa do vão da cozinha pra sala e despertar o olho virado do marido. Coçando e coçando.. Já tinha os braços vermelhos e o marido (olho virado) a bocejar uma impaciência eterna e lerda.

 

Os traquinas, as pestes! Iam e vinham da cozinha para o quarto, correndo, escondendo quinquilharias, brincando de tirar resposta depressa.

 

- Mãe, mãe! Que doce mais doce que mel adoça mais que açúcar?

 

- Cala a boca, menino, me deixa trabalhar! – mas não. Penduravam ali na saia e se sentiam em casa. Sentavam no chão a olhar ingenuamente as pernas maternas mal depiladas. Ah... Que vida simples e absurda.

 

Ela fechou os olhos quando punha mais sal e exagerou na dose. Queria tempero de sonho pra que ele saboreasse deslumbrado. Foi longe. E no embalo da saia puxada derramou meio pote.

Ah... Não sabia enfurecer-se.

 

- Homem, me deixa dizer?

- O que é, vem cá, senta no colo.

- Ah.. Amo você, sabe. Amo.

 



Escrito por Li às 23h36
[   ] [ envie esta mensagem ]




[AH, O OLHO INGRATO]

 

O pedaço de lona pendurado balançava na frente da vista do velho que insistia olhar através; parecia azul marinho e não preto quando o sol batia daquele jeito, por trás.

O velho ajeitava os óculos sozinho e inclinava o pescoço pro lado oposto. Sem jeito. Vinha o vento. Arruinava tudo. Inclusive trazia fagulhas teimosas que carrapatavam na roupa e deixavam um aspecto muito sujo ali pelo peito. Mais sujo do que a vista dele permitia saber. Anos de catarata. O teto turvo e o dinheiro confuso.

Naquele dia tinha tentado sair de casa com o frio que fazia. Pusera um casaco velho que quase lhe engolia o corpo – deixava as pernas apenas, num movimento teimoso e forçado aparecendo e sumindo até os joelhos se o vento se engraçasse. Queria – sem os óculos mesmo - ostentar o destemor aos céus que o vissem.

Uma caça. – dizia a si. - Vou pegar o mais feroz dos animais.

Depois de pentear bem os cabelos para trás, olhou pela quebra da janela e quase que no ato, baixou o olhar. Esperou vir um cisco de sinal pra disfarçar o nervo que o medo lhe deixava a tremilicar as mãos.

 

- Joana.

- Oi.

- Desde que eu me entendo por gente esse tempo abate a caça por si só.

- Desde que te entendes... Deve fazer pouco.   

 



Escrito por Li às 18h13
[   ] [ envie esta mensagem ]




[BATUQUE CORDATO]

 

            Um sambinha de calor entranhado. – Cheguei cedo pra aparecer.

            Você sabe que quem me vê sonhando a essa hora do dia estranha. Então agora que a gente só se vê assim, junto, se ajeita nessa cadeira que a nossa vez há de passar de novo por essas bandas.

 

            - Skidun, skidun..                   

 



Escrito por Li às 19h03
[   ] [ envie esta mensagem ]




JESUS OU CRISTO,

 

 

            Quando soltei (literalmente) o verbo, já era tarde. Descobri que o cheiro de nada de manhã me entorpece.     É por coisas dessa que me perco com tanta facilidade.

            Essas nuvens de fumaça espessa andaram cansando as pálpebras e irritando a pele. Não sei mais se janelo ou não. Porta pelo menos não tem tanta fresta – me escondo.

            Na verdade, o motivo dessa é lhe dar um sorriso também. As pessoas que me cruzam o caminho andam saudosas e não há como não se espantar. Já me acostumo com meus sapatos gastos, já não reclamo da hora preguiçosa.

            Não vou pedir mais que valhas-me por pena. Vali uns tantos que já sei como cansa. E misericódia é palavra longa. E longanimidade não é assunto pra segundas-feiras. – Já que me agarrei ao instante, felicito-me apenas em ver minhas perspectivas presas no alto da cabeça e nos braços tilintando em alto som. Agora não corro mais. Deixei de ter pés tensos e varizes, e abri os braços e os dedos em favor de movimentos eternos.

            Tenho tentado contato diferente desse, mas entendo que fim de ano ocupa quem quer que seja. De qualquer forma, gostaria de ser amigável. Estou por essas bandas – feliz por essas bandas -, sorrindo à toa e cantarolando sins e porquês.

 

Um sorriso então.

 

 

 

*Se for mais coerente, entregue esta ao Pai.



Escrito por Li às 14h16
[   ] [ envie esta mensagem ]




[VIRA O LADO, FAZ FAVOR]

 

Careta de tacho caprichada.

Ela olhava furando o olho alheio. Ressaca tinha demais que o ronco dele irrompia o som de sino do sonho. - Vinha o dia amanhecendo com o retorço de alguém inquieto.

           

Aquele dia, ai de quem fosse. Zóio de labareda, pitomba de lança.

Torceu uns discursos já feitos, pela cena toda. Amassadinho daquele jeito era bom no calor, com canela em pau.

 

- Ah, Godofredo, dá seu jeito. As paredes resolveram descascar!



Escrito por Li às 15h20
[   ] [ envie esta mensagem ]




DIGA-DIGA

 

            Pálpebra doída, olho caído e chá de amora é remédio pras dores do mundo.

           

- Filhota, não me diga.. Eu sinto muito. – Sinto mesmo que você é meu pedacinho né, vem saber.

 

            “Não pisa, não dança, não bebe, não brinca.”

            “Florzinha quando voa pra longe assim sente é saudade da raiz.”

 



Escrito por Li às 19h00
[   ] [ envie esta mensagem ]




- É DISSO QUE QUIANÇA GOSTA

      

      Me peguei no ato quando me vi sonhando.

            O lápis de cor me permite e a vida vai... Passa por mim desfilando nuances sortidas assim que o minuto me deixa sentar.

            Se eu sento e só o assento o amparo. Eu pendo a cabeça, apalpo o céu e faço bolinhas de papel em pensamento.

            Lápis... Sonho, lápis. Eu quero a vida em cor, qualquer.

 



Escrito por Li às 14h33
[   ] [ envie esta mensagem ]




sóSSEGO

 

            Feito qualquer “nem tanto”. Era assim. O sentimento ficava no grito. Havia; a via, mas longe... Como que na garganta – escondida, atrasada, presa entre a boca e a boca do estômago.

            Bonita não.  O fato é que a companhia fazia estender o dia e o canto chato dos passarinhos cirandando saía de evidência diante da voz de pluma petulante.

 

            - Joga esse sorriso pro canto que eu disfarço meu desencanto.



Escrito por Li às 12h15
[   ] [ envie esta mensagem ]




BLURP, CLAAAARGH.

 

Meus absurdos queridos... Guardei-os na garganta para um presente vomitado.

 

O sol não perdoa nem quem compra indulgência. - De sol à sol é complicado.

 

Eu, por você, venho vindo sem chegar; meu dedo é curto e destreinado. Dá um desses estirados pra que eu vá,

 

longe do pensamento alado...

 

 

Guardei meus absurdos na garganta para um presente vomitado. Vai encarar?



Escrito por Li às 17h05
[   ] [ envie esta mensagem ]




TUDO DE MAIS

 

Ele franzia a testa e parecia que catalisava aquelas ondas todas de cansaço e desalento.

Ela dançava sem porquê. Com os olhos mesmo. Acompanhando as ondas que o crepúsculo forrava e sorrindo de ver que qualquer coisa podia acabar em matéria.- Como era ali. Ela cansaço, ele desalento.

O mundo lacrimeja também. E aquilo tudo acaba escorrendo pela janela. Entra pelas frestas. Mancha o rodapé.

Ela não cansava mais era de abrir a boca.

O fôlego até vinha das tragadas do ar.

 

- Agora você me ama assim, desse jeito. – e desenhou no com a mão no universo, o infinito.



Escrito por Li às 21h31
[   ] [ envie esta mensagem ]





[ ver mensagens anteriores ]