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Universo Paradisíaco



Mulheres Manipulam

_ Se eu vou sentir saudades? Pula daquela ponte que eu vou sentir saudades.
_ Hein?
_ Tá. Saudades e uma ponta de culpa.

Escrito por Li às 08h15
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Pensamentos Suscetíveis Adolescentes

 

Tinha olhos esbugalhados de criança surpreendida.

            Olhava ao redor tudo que a entorpecia.

            Tudo...

            O cheiro de fumaça do cigarro alheio, as luzes  - longe, um tanto; a expressão de espanto dos quadros e tudo o que não era palpável.

            O neoliberalismo torto do país, as unhas roídas, a espera e os rótulos. A imagem das filas e das seringas.

            A barba ‘por fazer’ do namorado. Os cabelos inflamados da barba ‘por fazer’ do namorado. Aquele conteúdo branco de dentro dos cabelos inflamados da barba ‘por fazer’ do namorado. Os fios da barba, inflamados, contendo um conteúdo branco, que lhe irritavam as costas quando em contato.

 

            _ Que horas são?

            _ Vai dormir, minha filha.

 



Escrito por Li às 07h42
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Um texto

Esse texto tem uma relação intrínseca com a realidade.
Gosto dele.


Crônica do Menino do Sorriso Bonito

 O menino do sorriso bonito, depois de um encontro muito casual, cumprimentava-a pelos arredores.
 A menina - da intuição afiada - sempre (estranhamente) soube que o menino era impressionante sobre alguns aspectos; embora às vezes tivesse um semblante austero e andasse apressadamente, ora cabisbaixo, ora eretocom livros, papéis dobrados numa das mãos.
 A menina... Sempre dera corda aos seus próprios devaneios; não a preocupavam os pensamentos sem nexo que lhe ocorriam quando, numa noite - mais casual ainda - conversava com o menino sobre trivialidades.
 Dali... De suposições a convicções, de sorrisos a beijos, de palavras ao vento a sentimentos sem nome.
 Alguns dias nada amenos, e a menina angustiava-se com tudo o que parecia descaso...
 Ainda perdia noites de sono e olhava o teto cheia de idéias abarrotadas, desconexas...
 Foi o menino que um dia abraçou-a repentinamente. Que como sempre fez saber, ao invés de dizer alguma frase eloquente.
 Foi uma semana, foi um mês. E ela tanto quis que o menino segurasse sua mão...
 Era mais que isso... Queria que ele apoiasse-se nela.
 E cada movimento dele, passava a ser simétrico; cada palavra linda; e cada beijo....
 A menina... Que tola. Sonhava com essas coisas. Mas hoje...
 A menina vive, a menina sorri, ela hoje dança. Descobrira-se um alento. Que feliz a menina... Nem as olheiras, nem o cansaço ou a suposta anemia lhe roubam o contentamento.



Escrito por Li às 07h51
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